30 de setembro de 2010

Interpretação de Imagens de Satélite

As imagens obtidas por sensores remotos são considerados dados brutos que, para serem transformados em informações, necessitam ser analisadas e interpretadas. Interpretar é identificar objetos nelas representados e dar um significado a esses objetos. (FLOREZANO, 2007, p.43).

Para a análise e interpretação da imagem abaixo utilizaremos os seguintes elementos: Cor, textura, tamanho, forma, sombra, padrão e localização geográfica. Tanto a interpretação de uma radiografia de raios-X do corpo humano como a interpretação de uma imagem de satélite da superfície da terrestre são baseados nesses elementos; o que muda é o significado deles (FLOREZANO, 2007, p.43). A imagem interpretada é uma composição colorida R5, G4 e B3 chamada de falsa cor com área urbana em rosa, água em preto e azul e vegetação em verde identificada através de elementos de interpretação.

Imagem 01 Imagem colorida de Marituba, obtida a partir das imagens, Landsat TM 5, 13/07/2008, dos canais 3,4 e 5, com as cores azul, verde e vermelha, respectivamente.  
 
Também pela forma irregular podemos identificar que (b) trata-se um lago. Contudo, em função da banda 5, que pertence a faixa do infravermelho próximo, ainda podemos interpretar que trata-se de uma área com presença de água limpa, pois, nessa faixa do espectro eletromagnético a água não reflete nenhuma energia dando a este objeto a cor preta.

(c) nos permite visualizar que se trata de uma região com presença de vegetação e parcialmente alagada. Essa interpretação nos é permitida em função forma irregular e textura áspera que é peculiar de áreas com cobertura vegetal. Já a presença de água pode ser determinada pela composição colorida possuir uma banda no infravermelho próximo ocasionado a forma pouco escura no objeto presente no centro do objeto.

No objeto (d), em função da textura áspera e padrão heterogêneo do objeto, temos a presença de cobertura vegetal. Isso também é confirmado em função desta composição colorida possuir uma faixa no infravermelho próximo que reflete bastante a vegetação.

A análise e interpretação de (e) é uma situação aparte, pois, através da forma, padrão e localização geográfica podemos identifica que se trata de um rio. Contudo, pela presença da banda 5 este deveria ser visualizado na cor preta. Todavia, este fato não ocorreu em função da grande quantidade de material em suspensão presente neste rio, ocasionando, uma reflexão de energia na região do visível fazendo com que este na composição colorida apresenta-se na cor azul e não a cor preta.

Na interpretação de imagens de satélites diversos fatores devem ser levado em consideração como, por exemplo, o nível de experiência do analista, as características das bandas utilizadas pelo satélite utilizado no imageamento e principalmente, o conhecimento da área de estudo. Na verdade, quanto maior é o conhecimento sobre a área de estudo, maior é a qualidade de informações que podem obter (FLOREZANO, 2007, p.43).

Referências Bibliográficas.
(FLOREZANO, Teresa Iniciação em Sensoriamento Remoto – São Paulo: Oficina do Texto, 2007.
FITZ, Paulo, Geoprocessamento sem complicação. São Paulo: Oficina do Texto, 2008.

23 de setembro de 2010

Você quer seu GvSig em Portugês

iDEA Plus é Blog é bom


Mobilizando suas ideas Uma das características que mais me intrigaram e chegaram a me incomodar no lançamento da versão 1.9 do gvSIG foi a tradução para o Português do Brasil. O pessoal apaixonado pelo Spring, do INPE, que me desculpe (até porque eu também sou usuário do Spring, embora seja uma relação de amor e ódio ), mas traduzir "Capa" como "Plano de Informações" e "Vista" como "Bloco" é algo que só faz sentido no universo do Spring. Foge totalmente da filosofia adotada no gvSIG, e traz muita confusão na hora de seguir algum tutorial, ou até mesmo para trocar informações com usuários de outras línguas.


Pois bem, incomodado com a situação ao tentar gravar um vídeo-tutorial e me "embananar" com essa duplicidade de termos, resolvi botar a mão na massa e modificar o arquivo da tradução pt_BR. Além da troca dos termos citados, foram feitas pequenas correções, que me ajudaram muito, e espero que possam servir para outros usuários também.

Se você quiser experimentar essa nova versão, basta baixar o novo arquivo, e salvar em uma pasta do seu PC. Com o gvSIG aberto, clicar em Janela > Preferências e, na barra lateral esquerda da janela "Preferências" clicar em Geral > Idiomas. Ative a opção Português - Brasil e clique no botão [Install]. Selecione o arquivo que você baixou e clique em [Open]. Aparecerá uma janela comunicando que o arquivo de linguagem foi atualizado. Clique em [Ok], depois em [aceitar] e reinicialize o gvSIG para que as mudanças tenham efeito.

15 de setembro de 2010

Baixe Bases Vetroriais Shapefile

Bases vetorias… É, a algum tempo atrás tínhamos uma dificuldade enorme em consegui-las e quem as tinha mantinha em segredo, ai chegamos aos tempos áureos das geotecnologias. Hoje todo mundo fala sobre essa “nova” forma de analisar o espaço. Boa parte disso se deve à Google e seu globo virtual…


No presente momento, as tão resguardadas bases vetoriais de outrora já não tem tanto valor, por que a ferramenta se apropriou de conceitos e teorias encontrando métodos, de representação do espaço geográfico, dinâmicos e impermanentes, mas por outro lado, são as bases vetoriais, sendo elas dinâmicas ou estáticas, que nos dão o suporte para essas análises e por isso a procura continua…

Foi baseado em buscas recentes de alguns colegas, que resolvi postar 10 links, já conhecidos por muitos, para se fazer downloads das diversas classes vetoriais. Os links não abordam somente o Brasil e sim o globo todo, porém com maior ênfase ao nosso País.

Postado por Sadeckgeotnologia - Esses Blog é bom!  (http://geotecnologias.wordpress.com/)

10 links Vetoriais Free:


http://www.gismaps.com.br/gismaps/index.htm
http://www.maplibrary.org/index.php
http://siscom.ibama.gov.br/shapes/
http://mapas.mma.gov.br/i3geo/datadownload.htm
http://bit.ly/Iz5E9
http://www.vdstech.com/map_data.htm
http://www.mapcruzin.com/index.html
http://sigmine.dnpm.gov.br/
ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas/
ftp://ftp.cprm.gov.br/pub/digeop/

10 de setembro de 2010

II SIMPÓSIO INTERNACIONAL

II SIMPÓSIO INTERNACIONAL
CAMINHOS ATUAIS DA CARTOGRAFIA NA GEOGRAFIA Inscrição online


A inscrição online é o primeiro passo para usar todas as opções do site do 2º CARTOGEO. No menu selecione INSCRIÇÃO ONLINE, preencha todos os campos e envie. Aguarde a Administração validar a inscrição, que pode demorar pelo menos um (01) dia.

Após submeter o formulário, use seu LOGIN e SENHA para acessar a ÁREA DO CONGRESSISTA, onde você pode gerar o boleto de pagamento, enviar resumo, imprimir aceite e recibo, ler recados, etc.

Boleto de pagamento

O boleto fica disponível após a Administração validar a inscrição. Entre com seu LOGIN e SENHA, em seguida selecione GERAR BOLETO DE PAGAMENTO DA INSCRIÇÃO. O sistema irá gerar um boleto para pagamento via Internet ou direto no Banco.

Envio e acompanhamento do resumo

Esta opção fica disponível após a Administração confirmar sua inscrição. Entre com seu LOGIN e SENHA, em seguida selecione ENVIAR RESUMO. Após enviar o resumo, você pode consultar o parecer da Comissão Científica (aceito/não aceito). Verifique se a forma de apresentação (painel, oral) e o eixo temático não foram alterados pela Comissão Científica. Lembre-se de que o critério de seleção é exclusivo da Comissão.

Configuração de privacidade (liberar cookies)

O seu browser deverá estar com cookies liberados. No MS-Internet Explorer, acione o menu FERRAMENTAS, escolha OPÇÕES DA INTERNET, em seguida PRIVACIDADE. Mova a barra deslizante até encontrar a configuração MÉDIA.

Serviço ANTI-SPAM

Se você usa ANTI-SPAM, por favor autorize o e-mail oficial deste evento 2cartogeo@2cartogeo.com.br e receba informações de seu interesse!

6 de setembro de 2010

Curso Topografia Militar: Este eu tenho!

Major Olívio Godim de Uzêda
Curso de Topografia Militar
1944

Biblioteca Militar – Parecer
O cap. Olívio Godim de Uzêda apresenta um curso Topografia Militar.

As recomendações que acompanham a obra (do Ten. Coronel Floriano de Lima Brayner, instrutor-chefe da Escola Militar, Major Osvaldo de Araújo Mota, sub-diretor da Escola das Armas, Major Artur da Costa e Silva, comandante do Centro de Instrução de Moto-mecanização e Major Aureliano de Farias, professor de Geodésica e Topografia da Escola Técnica do Exército) são excelentes credenciais.

O ligeiro exame que procedi dá a impressão de ser, no assunto, a obra mais completa que se tenha feito no Brasil. A análise do índice mostra que o trabalho está orientado no verdadeiro sentido militar.

Além disso, será de interesse limitado a reduzido número de assinantes da Biblioteca Militar.

Importará em custosa obrigação, inicialmente sem lucro pecuniário para a Biblioteca, pois a venda aos interessados (oficiais alunos das escolas militares) só cobrirá a despesa no fim de alguns anos.

Considerada a importância da obra, poderia ser empreendida a publicação, como volume avulso, de edição limitada a 2.000 exemplares, para serem vendido ao preço que cobrisse a despesa e permitisse ao autor um lucro de 30% sobre o preço da venda, lucro que lhe seria entregue depois de cobertas as despesas da Biblioteca Militar. Ao autor seriam oferecidos independentes do lucro pecuniário, 25 exemplares assim que a obra fosse publicada.

Mas as vantagens seriam problemáticas, havendo o risco de ônus para a Biblioteca e, conseqüentemente, nenhum lucro para o autor.

Assim, parece mais conveniente fazer-se a publicação pelo Ministério da Guerra, Imprensa Militar, por menor custo, independentemente da Biblioteca, solicitando-se autorização ao Senhor Ministro, a quem compete arbitrar o número de exemplares que devam ser cedido ao autor, a título de gratificação pelo valioso trabalho realizado.

Rio, 1-VII-1941.

(ass.) Gen. V. Benício

Confere com o original – Tasso M. Rego Serra, Cap. Secretário.

Representações Cartográficas

Globo - representação esférica, em escala pequena, dos apectos naturais e artificiais de uma figura planetária, com finalidade ilustrativa.

Mapa - representação plana, em escala pequena, delimitada por acidentes naturais ou políticos-administrativos, destinada a fins temáticos e culturais.

Cartas - representação plana, em escala média ou grande, com desdobramento em folhas articuladas sistematicamente, com limites de folhas constituídos por linhas convencionais, destinada a avaliação de distância e posições detalahadas.

Planta - tipo particular de carta, com área muito limitada e escala grande, com número de detalhes consequentemente maior.

Mosaiso - conjunto de fotos de determinada área, montadas técnica e artisticamente, como se o todo formasse uma só fotografia. Classifica-se como controlado, obtido apartir de fotografia aéreas submetidas a processos em que a imagem resultante corresponde à imagem tonada na foto, não controlado, preparado com o ajuste de detalhes de fotografia adjacentes, sem controle de termo ou correção de fotografia, sem preocupação com a precisão, ou ainda semicontrolado, montado combinando-se as duas características descritas.

Fotocarta - Mosaico controlado, com tratamento cartográfico.

Ortofotocarta - fotografia resultante da transformação de uma foto original, que é um perspectiva central do terreno, em uma projeção ortogonal sobre um plano.

Ortofotomapa - conjunto de várias ortofotocartas adjacentes de uma determinada região.

Fotoíndice - montagem por superposição das fotografias, geralmente em escala reduzida. É a primeira imagem cartográfica da região. É o insumo necessário para controle de qualidade de aerolevantamentos utilizados na produção de cartas de métedo fotogramétrico.

Carta Imagem - imagem referênciada a apartir de pontos identificáveis com coordenadas conhecidas, superposta por reticulado da projeção

Revista Geografia, Conhecimento Prático, n 23, p 54. ed. Escala