19 de março de 2013

Pontos de maior densidade de incêndio para implementação de câmeras de segurança


A partir da espacialização das ocorrências de incêndio constantes no banco de dados do SISCOB (Sistema de Cadastro de Ocorrências de Bombeiros) em 2011, elaboraram-se mapas de densidade de incêndio da Cidade de Belém em 2011. Através dessas áreas de concentração de incêndios deseja-se determinar possíveis pontos de implantação de câmeras de segurança. A superfície interpolada mostra o padrão de distribuição e concentração de incêndio em Belém no ano de 2011 (Figura 1).

Figura 1 – Distribuição das ocorrências de incêndio em Belém em 2011.
Fonte: Elaboração Santos, L.S.

Observa-se na Figura – 1 que os Bairros do Jurunas, Cremação, São Braz, Guamá, Canudos, Marcos e Pedreira são os que tiveram maior concentração de incêndio em 2011.

De acordo com dados, também foi possível determinar as áreas de concentração de incêndio por mês em 2011. Através da técnica, foi possível distribuir as áreas de concentração de incêndio, afim de melhor estimar os novos pontos de implantação de câmeras de segurança. Na Figura 2, observam-se as áreas de maior densidade de incêndio por meses me Belém.

Figura 2 – Distribuição das ocorrências de incêndio em Belém por mês em 2011.
Fonte: Elaboração Santos, L.S.

Através das áreas de densidade de incêndio por mês, determinaram-se possíveis pontos para instalação de câmeras de segurança em Belém-PA. Examinando-se os pontos críticos elaborou-se tabela com coordenadas dos pontos para implantação de câmeras.

Tabela 1 – Coordenadas e endereço dos pontos de implantação de câmeras de seguranças.


Com coordenadas acima foi possível desenvolver e apresentar a distribuição das novas câmeras de segurança em Belém.


14 de março de 2013

ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DE BELÉM (APA de Belém)


Área de Proteção Ambiental (APA) criado através do Decreto lei 1.552, em 3 de maio de 1993. A APA de Belém é uma área de conservação de relevante interesse ecológico contemplada por as áreas de floresta de terra firme, várzea e igapós. No local existem mamíferos, répteis, anfíbios e insetos, além de uma grande variedade de aves e de espécies da flora.

A área do Parque Estadual do Utinga é caracterizada pelo predomínio do uso do solo institucional e rural, era ocupada pelos seguintes órgãos: CPATU/EMBRAPA; UFRA; MPEG; DNPM; INCRA; INEMET; EXÉRCITO; COSANPA e a CEASA (Bordalo, 2006 apud Trindade, 1998).

A APA de Belém é gerenciada pela Secretaria Estadual de meio Ambiente (SEMA) e esta localizado entre os municípios de Belém e Ananindeua, na Região Metropolitana. O Batalhão de Policiamento Ambiental – BPA realiza a segurança, fiscalização, proteção e ainda utiliza o espaço para fazer a soltura de animais e treinamento militar. O Parque ainda recebe em seu espaço o Corpo de Bombeiro Militar, que utiliza a área para desenvolver atividades de treinamento de busca e resgate em área de selva (CRAS) e o Curso de Cartografia e Orientação em Área de Selva (ECOAS).

O processo de expansão urbana das grandes metrópoles tem sido no mundo inteiro, uma das principais causas da ocupação e degradação das áreas de proteção ambientais, e vem ocorrendo com maior intensidade nas metrópoles localizadas nos países em desenvolvimento (BORDALO, 2006).


Figura 1 – Delimitação da Área de Proteção Ambiental de Belém - APA de Belém, Classificação de imagem de sensor Landsat - 5 TM/ 2008.

Fica evidente o crescimento de área urbana dentro da Área de Proteção Ambiental, principalmente a Nordeste e leste.

Hoje, possuímos grandes obras importantes que discutem e auxiliam nos estudos e reflexões sobre a Área de Proteção Ambiental de Belém. Neste contexto, podemos citar muitas contribuições. Como, por exemplo: Bordalo (1999) com a obra “Gestão ambiental em bacias hidrográficas: Um estudo de caso dos mananciais do Utinga-Pa”, “Gestão ambiental em bacias hidrográficas”, “O desafio das águas numa metrópole amazônida (2006) e “Uma Reflexão de Proteção dos Mananciais de Região Metropolitana de Belém – PA (1984”. – 2004)”. Essas são algumas das principais fontes de informações a respeitos da implantação dos mananciais do Utinga e as alterações ocorridas em função das intervenções antrópicas no entorno da Área de Proteção Ambiental de Belém.

Um estudo realizado pelo geógrafo Cleiton Cabral, do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea) da Universidade Federal do Pará, mostra que o crescimento urbano na Área de Proteção Ambiental (APA) de Belém tem influenciado na diminuição da qualidade de vida dos moradores desse espaço.

A Área de Proteção Ambiental da Região Metropolitana de Belém tem aproximadamente 7.349 hectares, e abarca os bairros Curió-Utinga, Marco, Souza, Castanheira, Guanabara, Águas Lindas e Aurá.

Segundo o especialista, uma das dificuldades encontradas para promover a preservação é a falta de conhecimento do que significa uma APA pelos próprios habitantes da área. O que implica na degradação do local são as ocupações irregulares, por exemplo, e o lixo despejado.

A diminuição desse espaço tem causado conseqüências sensíveis, como o aumento da temperatura no entorno. Para Cleiton, "a APA Metropolitana de Belém precisa ser entendida como uma área geograficamente estratégica para a organização sustentável do espaço".

Posição da Sema - A Sema está fazendo atividades de educação ambiental junto às escolas de ensino público de Belém, com ênfase nas do entorno do Parque Estadual do Utinga (Peut), assim como com a comunidade do entorno do Peut. O objetivo é sensibilizar a comunidade e as gerações futuras quanto a importância da APA (como a zona de amortecimento do Peut) e do próprio Parque.

Referências

BANCO DE DADOS GEOGRÁFICO APLICADO A GESTÃO DE INFORMAÇÃO DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO PARÁ.

 
 
O gerenciamento de determinados fenômenos em um espaço geográfico relevante, necessita de um planejamento que contemple todas as fases de observação do mesmo. As soluções de bancos de dados convencionais utilizadas atualmente no Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA), não mais se adéquam a realidade dinâmica destes fenômenos no espaço. O Sistema de Informações Geográficas (SIG) e o banco de dados geográfico (BDG) e se apresentam como parte de uma solução que considera os aspectos espaciais.

Hoje o CBMPA utiliza uma central integrada de chamadas denominada Centro Integrado de Operações (CIOP) que é responsável pelo direcionamento e pré-atendimento de diversos serviços de segurança pública como polícia civil e militar, defesa civil, centro de perícias científicas e corpo de bombeiros militar.

No CIOP as ocorrências são gerenciadas pelo software SIAP (Sistema Integrado de Atendimento ao Público), baseado em plataforma Microsoft Windows, desenvolvido com tecnologia de linguagem Delphi com o Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) Microsoft SQL Server, com características de um software desktop (local), funcionando com recursos de rede privada restrita (INTRANET) nas áreas e instalações onde está sediado este serviço público.

No SIAP são armazenadas informações básicas como: nome do solicitante, endereço (proximidade sem confirmação), e tipo de ocorrência, que são repassadas através de rádio para o quartel do corpo de bombeiros que julga estar mais próximo do local da ocorrência. O integrante responsável por receber os chamados de rádio no quartel acionado é denominado “comunicante” que toma nota da ocorrência através de documento escrito que as repassa também de forma escrita para o tenente do dia (que está de plantão) as informações para providenciar a saída da viatura com os respectivos recursos humanos e equipamentos necessários que se enquadram no tipo de ocorrência a ser atendida.

Após o atendimento da ocorrência, já no quartel, o tenente da viatura que atendeu a ocorrência preenche Sistema de Cadastro de Ocorrências de Bombeiros (SISCOB), sistema baseado em plataforma web, desenvolvido com tecnologias de linguagens HTML/PHP e Javascript com o SGBD MySQL 5.0.

Neste sentido, reestruturar o gerenciamento de informação das ocorrências do Corpo de Bombeiros do Estado do Pará, através de sistemas automatizados dados geográficos, pode trazer um benefícios no que diz respeito à automação de tarefas, monitoramento de todas as fases do atendimento das ocorrências, publicação de resultados com estatísticas e mapas, auxílio à tomada de decisões, planejamento de recursos operacionais e etc.

Contudo, as escolhas das tecnologias para gestão de informação e de seus componentes podem limitar ou permitir a expansibilidade de seus diversos cenários, como por exemplo, a capacidade de gerenciar grandes volumes de informações. A maioria dos aplicativos SIG trabalha com algum tipo de banco de dados onde se destacam as soluções comerciais como Oracle, Access, dBase, DB2, Interbase, SQL Server, Informix; e as soluções livres como FireBird, MySQL, e PostgreSQL. Porém poucos entre os citados possuem recursos (extensões) que disponibilizam a função de armazenar objetos espaciais no banco de dados.

Dentre as soluções de banco de dados apresentadas que suportam a linguagem de consulta espacial SQL e possuem extensões espaciais com compiladores que atendem os padrões de escrita espacial regulamentada pelo Open Geospatial Consortium (OGC ou Consórcio de Geomática Livre), se destacam as soluções comerciais IBM/DB2 e Oracle; e as soluções livres MySQL e o PostgreSQL. Considerando apenas as soluções livres, foram analisados estudos de desempenho e suporte de recursos entre os mesmos, e chegou-se a conclusão que conforme o objetivo e diferentes aspectos de análise ambos BD´s são excelentes soluções, porém o fato da extensão espacial do PostgreSQL, o PostGIS, ter sido lançado há mais tempo, está mais maduro, e possui maior a recursos de dados espaciais que o MySQL. Segue um quadro comparativo (Quadro 1) com alguns importantes recursos a se considerar na tomada de decisão.

Fonte: Elaboração Guimarães, L.H., adaptado de GIM International Inc., 2007.

Nesse contexto o banco de dados geográfico aplicado à gestão de informação do Corpo de Bombeiros Militar – PA deve ser uma solução que utilize banco de dados geográficos capaz de gerenciar informações e disponibilizar acesso para múltiplos usuários das ocorrências no Estado do Pará.

Para a concepção da estrutura do BDG com suas classes convencionais e espaciais, seus atributos e relações, pode-se utilizar a técnica de modelagem de objetos para aplicações geográficas (OMT-G – Object Modeling Technique for Geographic Applications) com o auxílio do software StarUML que resultou no diagrama de padrão OMT-G da Figura 4 (Borges,2001).

Figura 4 - Diagrama OMT-G do sistema de controle de ocorrências. Fonte: Elaboração Guimarães, L.H.

Na concepção do diagrama geral de implantação do sistema de controle de ocorrências de bombeiros com um caráter multiplataforma a Figura 5 mostra um cliente com um computador pessoal ou um dispositivo móvel (smatphone, tablet, etc.) dotados de navegador de internet, independente do sistema operacional utilizado; e do lado servidor uma máquina servidora com os softwares servidores de serviço web/http, Apache, e de serviços WMS/WFS, Geoserver, que disponibiliza acesso a aplicação web de controle de ocorrências desenvolvida em HTML/PHP com componentes da biblioteca OpenLayers, que solicitará ao SGBD PostgreSQL v9.x com extensão espacial PostGIS, operações de inclusão, alteração e consulta no BDG (Apache, 2011; GeoServer, 2011; OpenLayers,2011; PostgreSQL, 2011).


Figura 5 - Diagrama geral de implantação física e lógica. Fonte:Elaboração Guimarães, L.H.

O sistema proposto e tecnologias indicadas pode-se alcançar a gestão de informação, principalmente por utilizar soluções livres que atendem a necessidade e realidade dos recursos dos órgãos públicos. Na Figura 6, é possível observar a abrangência do sistema no sentido de monitorar todas as fases do atendimento. Desde o pré-atendimento, no momento do chamado, o atendente já realiza o registro da ocorrência no sistema através de formulário, que o conduzirá a preencher informações básicas com validação contra erros, como o nome do solicitante, tipo de atendimento e o local ainda não confirmado da ocorrência, o sistema capta as coordenadas geográficas do local e indica ao atendente o quartel mais próximo com a viatura e equipamentos disponíveis que se adequam aos padrões de atendimento daquela ocorrência, pois o BDG contempla o registro das viaturas com seus equipamentos e sua relação com a posição dos quartéis geocodificados.

Figura 6 - Diagrama de atendimento.
Fonte: Elaboração Santos, L.S.

Acionado o quartel, o sistema já com o perfil de atendimento, dará continuidade ao chamado já em aberto(utilizando o mesmo registro do pré-atendimento), mobilizando militares, equipamentos e viaturas.
Durante o percurso, a viatura equipada com um dispositivo móvel conectado ao sistema de atendimento, calculará a rota mais curta para o local. Isso pode ser possível devido à integração da aplicação web com camadas geográficas como a malha viária (streetbase) e hidrantes geocodificados (Figura 4 e 6).

Após o atendimento finalizado, o responsável de cada viatura pode optar por fazer o relatório através do dispositivo móvel “in loco” para confirmar a localização real da ocorrência ou fazê-lo no quartel de origem através de computador desktop. A proposta pode sanar problemas identificados no atendimento de ocorrências de bombeiros, que apesar de haver um sistema de pré-atendimento e outro de pós-atendimento, os mesmos além de não trocarem informações, tratam o fenômeno de maneira isolada em cada fase, contribuindo para a perda de informações na fase intermediária e mais importante do processo: o atendimento.

REFERÊNCIAS


ABT, Bill et al. Hypertext Preprocessor - PHP v5.3.8. S.l: 23 ago.2011.Disponível em: . Acesso em: out.2011.

APACHE Software Foundation, The. Disponível em: . Acesso em: out.2011.

BORGES, K.; DAVIS JR., C.; LAENDER, A. OMT-G: an object-oriented data model for geographic applications. GeoInformatica: Dordrecht, Holanda,v.5, n.3, p. 221-260, 2001.

CÂMARA, G.; MEDEIROS, C.; CASANOVA, M.; HEMERLY, A.; MAGALHÃES, G. Anatomia de Sistemas de Informação Geográfica. INPE: São José dos Campos, 1996. Disponível em: . Acesso em: out.2011.

CÂMARA, G.; MONTEIRO, A.; MEDEIROS, J. (ed). Introdução à Ciência da Geoinformação. INPE: São José dos Campos, 2004. Disponível em: . Acesso em: out.2011.

CASANOVA, M.; CÂMARA, G.; DAVIS, C.; VINHAS, L.; QUEIROZ, G. (ed). Bancos de Dados Geográficos. Editora MundoGEO: Curitiba, 2005. Disponível em: . Acesso em: out.2011.

DANIELSEN, A. The Evolution Of Data Models And Approaches To Persistence In Database Systems. University of Oslo: Oslo - Normay, 1998. Disponível em: . Acesso em: out.2011.

ELMASRI, R.; NAVATHE, S. Fundamentals of Database Systems. 4. ed. USA: Pearson Addison-Wesley. 2004. 1030 f.

GEOSERVER. GeoServer v2.1.2. 6 out.2011. Disponível: Acesso em: out.2011.

GIM International Inc. Products survey on Geo-databases. Mai.2007. Disponível em: Acesso em: out.2011.

GONÇALVES, P. Sistema de informação geográfica para o apoio a tomada de decisão ao combate a incêndio. 2005. Trabalho final de graduação apresentado ao curso de Engenharia da Universidade de São Paulo. São Carlos, 2005. Disponível em: . Acesso em: out.2011.

JCC Consulting Inc. JCC's SQL Standards Page. Disponível em: Acesso em: out.2011.OGC. Open Geospatial Consortium. Disponível em: . Acesso em: out.2011.

OLIVEIRA, P. A estrutura de atendimento do CBMPA. Belém. Entrevista cedida a Luis H. R. Guimarães e a Leonardo dos Santos em 20 de outubro de 2011.

OPENLAYERS. OpenLayers v2.11. 11 set.2011. Disponível: http://www.openlayers.org/ Acesso em: out.2011.POSTGRESQL Global Development Group. PostgreSQL v9.1. S.l: 12 set.2011.Disponível em: . Acesso em: out.2011.

SOUSA, K. Uso de geotecnologia no mapeamento e localização de hidrantes de coluna do centro de Teresina. IFPI, Piauí, 2009. Disponível em: < http://www.tvecorural.com/noticia /3808-numero-de-hidrantes-no-centro-de-teresina-e-insuficiente.html >. Acesso em: jul.2011.

Representações Cartográficas

Globo - representação esférica, em escala pequena, dos apectos naturais e artificiais de uma figura planetária, com finalidade ilustrativa.

Mapa - representação plana, em escala pequena, delimitada por acidentes naturais ou políticos-administrativos, destinada a fins temáticos e culturais.

Cartas - representação plana, em escala média ou grande, com desdobramento em folhas articuladas sistematicamente, com limites de folhas constituídos por linhas convencionais, destinada a avaliação de distância e posições detalahadas.

Planta - tipo particular de carta, com área muito limitada e escala grande, com número de detalhes consequentemente maior.

Mosaiso - conjunto de fotos de determinada área, montadas técnica e artisticamente, como se o todo formasse uma só fotografia. Classifica-se como controlado, obtido apartir de fotografia aéreas submetidas a processos em que a imagem resultante corresponde à imagem tonada na foto, não controlado, preparado com o ajuste de detalhes de fotografia adjacentes, sem controle de termo ou correção de fotografia, sem preocupação com a precisão, ou ainda semicontrolado, montado combinando-se as duas características descritas.

Fotocarta - Mosaico controlado, com tratamento cartográfico.

Ortofotocarta - fotografia resultante da transformação de uma foto original, que é um perspectiva central do terreno, em uma projeção ortogonal sobre um plano.

Ortofotomapa - conjunto de várias ortofotocartas adjacentes de uma determinada região.

Fotoíndice - montagem por superposição das fotografias, geralmente em escala reduzida. É a primeira imagem cartográfica da região. É o insumo necessário para controle de qualidade de aerolevantamentos utilizados na produção de cartas de métedo fotogramétrico.

Carta Imagem - imagem referênciada a apartir de pontos identificáveis com coordenadas conhecidas, superposta por reticulado da projeção

Revista Geografia, Conhecimento Prático, n 23, p 54. ed. Escala